COMUNICAÇÃO SOCIAL

Alguns artigos publicados em diversos órgãos de Comunicação Social escrita.


ENCONTRAR A PAZ DO MUNDO NUM PRATO DE COMIDA

O Japonês Michio Kushi está em Lisboa para explicar como uma boa alimentação pode tornar os homens mais pacíficos.

artigo publicado no DN - Sociedade - em 12 Outubro 2003 (Textos de Rute Araújo)

 
 

Quando estudava ciências políticas, primeiro na Universidade de Tóquio e depois a de Columbia, nos EUA, Michio Kushi alimentava o sonho de uma federação internacional para garantir a paz no mundo e o fim da corrida ao armamento. Mas a resposta para os conflitos internacionais que marcaram o crescimento deste japonês de 77 anos foi encontrada nos alimentos. Uma convicção que o leva a percorrer o mundo há 40 anos e que o trouxe este fim-de-semana a Lisboa, a convite do Instituto Macrobiótico de Portugal, para falar de como a comida macrobiótica pode tornar os homens mais saudáveis e pacíficos.

Michio Kushi é hoje o nome máximo para os seguidores da filosofia macrobiótica, já escreveu dezenas de livros e acredita que o combate a doenças como o cancro pode ser ganho com uma alimentação equilibrada. Isto porque, defende, o homem é aquilo que come.

«Procurei respostas para a guerra em filósofos como Platão ou Thomas Mann. Mas quando tinha 25 anos, cheguei à conclusão de que, mesmo se um governo mundial fosse criado, não haveria maneira de assegurar a harmonia dos povos se os próprios homens não se tornassem pacíficos», explica. Os alimentos foram a resposta encontrada. «Passei muito tempo na Times Avenue, em Nova Iorque, a observar as pessoas. E todas eram diferentes. Então percebi que, se há alguns factores que não podemos controlar, como a radiação solar ou o ar que respiramos, podemos controlar a 100 por cento aquilo que comemos», recorda.

Mas, para Michio Kushi a comida é mais do que as substâncias que a compõem. «Tal como quando bebemos álcool o nosso comportamento muda, o mesmo se passa com tudo o resto que ingerimos, da carne ao açúcar». Para o japonês, cada alimento tem nutrientes mas também vibrações que se reflectem em cada pessoa e mudam o seu comportamento: podem torná-la mais activa, agressiva ou calma. Na visão macrobiótica, o segredo está na capacidade de equilibrar o Yin e o Yang ? as duas formas antagónicas que regem o mundo na filosofia oriental. O que depende não só dos alimentos mas também da forma de os cozinhar.

A base alimentar, diz, está nos cereais integrais e nos vegetais. Depois, há variações que mudam consoante o clima e as estações do ano. «Na Índia, por exemplo, as especiarias são importantes porque tornam as pessoas mais activas», sublinha.

Doenças como as alergias, o cancro ou mesmo a pneumonia atípica podem ser evitadas com uma a1imentação saudável, acredita Michio Kushi, para quem o mundo se alimenta cada vez pior. Sobre a comida portuguesa, defende que «é melhor do que outras cozinhas ocidentais», mas acrescenta que se abusa do peixe, o que torna as pessoas «muito oscilantes».

Uma ideia que é reforçada pelo especialista português em macrobiótica Francisco Varatojo. «Há uns anos, a ciência moderna não fazia qualquer ligação entre a comida e o cancro. Hoje considera-se que pelo menos um terço dos casos são provocados pela alimentação, como o do cólon, do estômago ou da mama». Isto porque, defende, «se não comermos de acordo com a nossa estrutura biológica criamos formas estranhas de lidar com esses excesso. Os tumores são um exemplo disso». 


INSTITUTO MACROBIÓTICO DE PORTUGAL
Rua Anchieta, 5 - 2º Esqº
1200-023 Lisboa
Tel.: 21 324 22 90
Fax: 21 324 22 91
E-mail: info@e-macrobiotica.com
www.e-macrobiotica.com
© Todos os direitos reservados.
| topo |  

 


INSTITUTO MACROBIÓTICO DE PORTUGAL
Rua Anchieta, 5 - 2º Esqº
1200-023 Lisboa
Tel. 21 324 22 90
Fax: 21 324 22 91
E-mail: info@e-macrobiotica.com