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Cada vez mais se gasta uma quantidade enorme de
dinheiro em produtos cosméticos, na tentativa de manter uma pele jovem e
de camuflar pequenos (ou grandes) problemas que são inestéticos. Apesar
dos produtos cosméticos terem uma razão de existir e de não serem por si
um problema - devemos no entanto escolher produtos o mais naturais
possível, uma vez que muitos deles contêm uma quantidade enorme de
produtos químicos que acabam por ser absorvidos no sangue - fazem as
pessoas esquecer que o estado da pele é um reflexo da condição interna.
A pele, como maior órgão excretório do corpo é um filtro importante que
temos.
Duma forma geral, os problemas de pele (e as doenças de pele) surgem
quando o sistema excretório, particularmente os intestinos e os rins,
ficam sobrecarregados e incapacitados de trabalhar adequadamente,
fazendo com que a pele comece a assumir funções de filtro de toxinas.
Assim, uma das primeiras medidas para melhorar a condição da pele é
começar a ter cuidado com os alimentos que se ingerem, dado que o
sistema digestivo desempenha um papel fundamental em todo este processo.
Para além disso, em medicina oriental considera-se que através das
diferentes condições cutâneas se pode aferir com bastante pormenor a
condição geral de saúde dum indivíduo: aspectos como a cor, grau de
humidade ou secura, manchas, etc. são indicadores preciosos para um
praticante de medicina oriental e eram-no também para os praticantes de
medicina ocidental antes da tecnologia assumir quase totalmente o papel
do médico no diagnóstico.
No que toca por exemplo à cor da pele cada um de nós tem uma cor
diferente, sendo as peles mais claras mais comuns nos países a norte e
as peles mais escuras nos países a sul. No entanto, independentemente da
nossa tonalidade ou raça existem determinadas cores ou ?sombras? que em
medicina oriental podem indicar determinados problemas:
Vermelho – a cor vermelha indica problemas relacionados com o
coração e sistema circulatório e também com os intestinos; é provocada
por expansão dos capilares originada no consumo excessivo de alimentos e
bebidas expansivos ou yin, como álcool, açúcar, especiarias.
Amarelo – a tez amarelada é tradicionalmente associada com
problemas de fígado e em medicina oriental considera-se que os órgãos
mais afectados quando a pele é predominantemente amarela são o fígado e
vesícula, o pâncreas e os rins; é provocada por um consumo excessivo de
produtos animais e nalguns casos por demasiados vegetais com
betacaroteno como a cenoura ou a abóbora.
Branco – o branco indica problemas do baço e sistema linfático
(branco brilhante) ou dos pulmões (branco pálido) ou ainda anemia; a
causa é contracção dos capilares provocada por excesso de sal e minerais
ou produtos animais especialmente sob a forma de lacticínios.
Castanho – uma tonalidade acastanhada pode demonstrar
problemas digestivos e/ou de rins e é causada por um excessos de
proteína e açúcar.
Roxo – mostra problemas do sistema nervoso e endócrino ou
problemas pulmonares e circulatórios; é provocado pelo consumo excessivo
de açúcar, medicamentos, drogas ou álcool.
Cinzento – Uma cor cada vez mais comum nos dias que correm (e
que reflecte um estado de espírito condizente), o cinzento está
associado com desordens hepáticas e é provocado por uma alimentação
muito desequilibrada.
Escuro – a cor escura (preto) tende a surgir mais sob a forma
de ?sombra?, em especial à volta da boca ou dos olhos e está associada
com os rins e/ou órgãos reprodutores e/ou glândulas supra-renais. A
causa alimentar reside especialmente no consumo de produtos químicos e
açúcar.
Verde – surge também sobre a forma de ?sombra? ou nuance e
reflecte problemas sérios de saúde, regra geral doenças degenerativas
como cancro e outras; a cor verde está associada a um estilo de vida e
alimentação muito pouco saudáveis durante bastantes anos.
Gostaria de salientar que a presença destas cores não significa
sempre que exista um problema específico diagnosticado nos órgãos ou
sistemas mencionados, mas mostra uma tendência para haver desequilíbrios
e eventualmente desenvolver problemas nos mesmos.
No próximo artigo
continuarei a desenvolver o tema e escreverei sobre tratamentos naturais
para a pele.

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