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Na sequência do
artigo sobre macrobiótica passo agora a descrever a Alimentação
Macrobiótica Padrão, um modelo alimentar desenvolvido por Michio Kushi
nos finais dos anos 70.
Considere por favor que este modelo é apenas um padrão e como tal
deve ser adaptado às diferentes condições pessoais, climáticas,
geográficas, etc.
Alimentação Macrobiótica Padrão
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50 a 60% da alimentação diária devem
consistir de cereais integrais. Cereais integrais incluem arroz
integral, cevada, millet, aveia, milho, trigo, centeio, trigo
sarraceno, cuscuz, bulgur, flocos de aveia, flocos de cevada, carolo
de milho, massas, pão, crepes, panquecas, etc.
Deve dar-se preferência a cereais integrais em grão, em particular
se existirem problemas de saúde sérios, uma vez que os cereais sob a
forma de farinha são mais difíceis de digerir e as farinhas ao
oxidarem perdem muitas das propriedades originais do cereal em grão.
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Sopa deve ser consumida 1 a 2 vezes por
dia. As sopas são em geral de vegetais mas podem também incluir
cereais, leguminosas, algas, peixe. Uma sopa particularmente
aconselhada é a sopa de Miso ou sopa de pasta de soja, devido aos
efeitos benéficos que o miso tem na reconstrução da flora
intestinal.
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25 a 35% incluem os mais diversos
vegetais (para além dos vegetais utilizados nas sopas). Os
vegetais devem ser cozinhados de diferentes formas mas é importante
que alguns sejam bem cozinhados e outros levemente cozinhados ou
consumidos sob a forma de salada crua. Vegetais para uso diário
incluem cebolas, cenouras, abóbora, brócolos, couve, agrião, nabos,
couve de bruxelas, cogumelos, germinados, nabiças e muitos outros.
Vegetais como batatas, tomates, beringelas são geralmente
desaconselhados ou devem ser utilizados muito ocasionalmente se se
gozar de boa saúde.
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10 a 15% da alimentação consistem de
leguminosas, derivados das leguminosas e algas. As leguminosas
incluem grão de bico, lentilhas, feijão azuki, feijão frade, feijão
catarino, feijão manteiga e todos os feijões disponíveis nos
diversos climas; derivados das leguminosas como tofu, tempeh, natto,
seitan (neste caso derivado do trigo mas sendo um alimento com alto
teor proteico é incluído neste capítulo) podem e devem também ser
usadas regularmente.
As algas foram durante muitos anos utilizadas em diferentes culturas
e utilizam-se em pequena quantidade neste regime, cozinhadas em
conjunto com os vegetais, leguminosas ou cereais. As algas para uso
regular têm nomes como wakame, kombu, aramé, hiziki, nori entre
outras.

Na prática macrobiótica considera-se que os alimentos a evitar ou a
usar muito esporadicamente são: carnes vermelhas ou brancas, ovos,
produtos lácteos, açúcar, vegetais e frutos de origem tropical, café e
chá preto, alimentos refinados e quimicalizados.

Parte integrante do regime macrobiótico é a culinária; o modelo
alimentar aqui descrito é extremamente saboroso, versátil e variado se a
prática culinária for apropriada e pode ser bastante sensaborão se não
for bem confeccionado; é aconselhável assistir a aulas de cozinha,
consultar livros de culinária e pedir ajuda a pessoas mais experientes
se desejar encetar uma alimentação deste tipo.
Em qualquer dos casos, começar a utilizar diariamente cereais
integrais, vegetais e leguminosas na sua alimentação, pode seriamente
contribuir para uma melhoria da sua saúde e qualidade de vida.
A Alimentação Macrobiótica Padrão preenche os requisitos nutricionais
das principais organizações nutricionais mundiais e está de acordo com
as linhas gerais no que toca à prevenção de cancro e doenças
cardiovasculares. 
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