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De volta à culinária, vou desta vez escrever sobre
métodos culinários e seus efeitos, tachos, panelas e fogões.
E começo precisamente por estes últimos: o combustível utilizado
quando cozinhamos é um factor importante para a qualidade dos alimentos
e devemos ser selectivos quando escolhemos um fogão. De longe, os
melhores fogões são os de lenha (calculo que neste momento esteja a
esboçar um sorriso irónico pela tão pouco prática sugestão) uma vez que
criam uma energia mais viva e rica nos alimentos para além de um sabor
muito melhor. No entanto, nos tempos modernos não é de forma alguma
prático cozinhar a lenha pelo que a segunda opção é o gás, já muito mais
fácil de conseguir na maioria dos locais.
O ideal é ter um fogão e um forno a gás e não um forno eléctrico como
a maioria das pessoas.
A electricidade sendo um combustível relativamente "limpo", afecta no
entanto a qualidade dos alimentos uma vez que é transmitida aos mesmos;
visto ser mais difícil controlar o calor dos fogões eléctricos, torna-se
também mais difícil ser criativo quando se cozinha com este tipo de
energia.
A evitar mesmo, na minha opinião, são os microondas; se bem que
práticos, os fornos de microondas alteram significativamente a subtil
energia dos alimentos e parecem danificar a sua integridade molecular,
podendo conduzir a problemas de saúde. Experiências relatadas no
prestigiado jornal médico inglês "The Lancet" (9 de Dezembro de
1989) demonstram que os fogões de microondas alteram suficientemente os
alimentos de forma a provocar indigestão e "mudanças estruturais,
funcionais e imunológicas" no corpo. O mesmo relatório menciona para
além disso que os microondas transformam o aminoácido L-prolina em
D-prolina, uma toxina que afecta o sistema nervoso, fígado e rins.
No que toca a utensílios de cozinha é preferível evitar o alumínio
(um metal extremamente tóxico) e os utensílios de teflon (antiaderentes)
que contêm substâncias tóxicas que reagem com ou são libertadas nos
alimentos; dê preferência a tachos de aço inoxidável, ferro fundido,
barro (não vidrado), vidro ou esmalte de boa qualidade. De todos, os
preferíveis são os utensílios de ferro fundido e aço inox e se bem que
bastante mais caros duram uma vida e são um bom investimento para a
saúde.
Os métodos culinários e estilos de corte alteram também a qualidade
dos alimentos pelo que devem ser o mais variados possível. Todos os
métodos culinários fazem com que a comida se torne mais assimilável e
com que esta aqueça melhor o nosso organismo. Menciono abaixo os
principais métodos e os seus efeitos nos alimentos e no corpo:
Cozinhar no Vapor
Dá uma qualidade mais húmida e mais "yin" aos alimentos; realça mais
o sabor de cada vegetal; demora menos tempo a preparar; ajuda a eliminar
do organismo proteína e gordura animal; favorece o fígado e a vesícula
biliar, o coração e o intestino delgado.
Cozinhar sem Água (Nishime)
Os vegetais cozinham no seu próprio suco e é uma das melhores formas
de cozinhar; os alimentos ficam com o sabor doce mais realçado; é um
método culinário que promove a estabilidade emocional e favorece o
pâncreas, o baço e o estômago.
Saltear em óleo
Um bom método para pessoas friorentas e para utilizar no Inverno uma
vez que saltear em óleo aumenta a temperatura do corpo; melhora também a
resistência física e favorece os pulmões e o intestino grosso. A usar
mais esporadicamente para quem tenha problemas de fígado (neste caso é
preferível saltear os vegetais rapidamente num pouco de água).
Cozinhar na Panela de Pressão
Concentra os nutrientes e sucos dos alimentos; é rápido, economizando
tempo e combustível. Cozinhar na pressão é preferível para alimentos
como cereais, feijões e outros alimentos mais duros e só esporadicamente
deve ser utilizado para cozinhar vegetais. Favorece as funções dos rins
e da bexiga.
Cozinhar no Forno
Torna os alimentos mais secos e mais "quentes", faz realçar a doçura
e aumenta a quantidade de gordura dos alimentos. Não deve ser utilizado
diariamente particularmente por pessoas com uma condição e um aspecto
muito "secos".
Um outro ponto a ter em atenção é a qualidade da água utilizada (um
assunto que merece só por si um artigo e sobre o qual escreverei para o
ano); tente cozinhar com água de boa qualidade ou água filtrada por um
bom filtro de carvão; evite sempre que possível a água da torneira
tratada com cloro e flúor.
Se quer apreciar melhor os alimentos e com isso obter benefícios para
a saúde aconselho-o vivamente a frequentar aulas de cozinha natural, ler
livros sobre o assunto, falar com pessoas mais experientes e acima de
tudo começar a ensaiar. Cozinhar é como jogar ténis, fazer ski ou andar
de bicicleta: aprende-se com a prática.

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