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Nos últimos 50 anos, o uso do sal na alimentação tem
sido cada vez mais desaconselhado e provavelmente a maioria das pessoas
considera o sal como nocivo ou mesmo perigoso para a saúde.
No entanto, o uso apropriado de sal e a utilização de um sal de boa
qualidade (ver caixa) pode desempenhar um papel importante, mesmo vital,
na criação da saúde.
De acordo com as teorias nutricionais ayurvédica e chinesa o sal
contribui para as seguinte funções:
- Ajuda-nos a ficar mais centrados e
mais focalizados devido às suas tendências fortemente yang
(centrípetas e enraizadoras).
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Torna os alimentos mais nutritivos
e substanciais e dá energia e vitalidade.
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Ajuda a digestão, contribuindo para
a secreção de ácido clorídrico no estômago.
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Estimula a função renal e um uso
apropriado promove a absorção de cálcio e a utilização de
nutrientes em geral.
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O sal é considerado um purificador
e como tal ajuda o organismo a eliminar toxinas.
Dum ponto de vista da ciência ocidental sabe-se que o sal desempenha
um papel importante em determinadas funções fisiológicas, nomeadamente:
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Ajuda a produção de
bílis, que torna possível a assimilação de gorduras nos
intestinos.
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Aumenta os
movimentos peristálticos do intestino, contribuindo para uma boa
digestão.
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Alcaliniza o sangue,
um aspecto importante na manutenção da saúde e prevenção da
doença, uma vez que a maioria dos alimentos modernos tende a
acidificar o sangue.
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O sódio ajuda a
condução dos impulsos nervosos e também contribui para uma
melhor contracção muscular.
Apesar de todos estes benefícios, um excesso ou uma má qualidade de
sal podem produzir os seguintes transtornos:
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Os chineses consideram que se
ingerirmos demasiado sal nos podemos tornar excessivamente
materialistas e gananciosos, devido ao seu efeito focalizante.
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Enquanto que uma pequena quantidade
promove a função renal, o excesso afecta os rins, interfere com
o metabolismo de absorção de cálcio e de nutrientes em geral.
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Sal em excesso pode também
contribuir para um excessivo emagrecimento e um aspecto fraco e
emaciado enquanto que nalgumas pessoas produz retenção de
líquidos e consequente inchaço.
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Como o sal tem tendência para
atrair líquidos, pode aumentar a pressão arterial e conduzir à
hipertensão, em particular quando se utiliza uma grande
quantidade de produtos animais na alimentação.
Do que foi escrito até agora, parece evidente que é importante
determinar que quantidades utilizar na alimentação diária. Na realidade,
a maioria das pessoas utiliza demasiado sal, particularmente sob a forma
de ?sal escondido? tão comum nos alimentos modernos como batatas fritas,
pão refinado e muito em particular na ?fast food?.
A maior parte das recomendações nutricionais modernas, recomenda o
uso de cerca de 3,000 miligramas por dia, enquanto que o adulto médio
moderno pode facilmente ingerir 17,000 miligramas por dia, uma
quantidade claramente excessiva.
Assim, use o sal com moderação, considere que cada indivíduo tem
necessidades e capacidades diferentes de lidar com ele e, acima de tudo,
abstenha-se de utilizar o saleiro na mesa, uma forma particularmente
nociva de utilização deste ingrediente.
A principal razão pela qual o sal tem tão má reputação é provavelmente
porque o seu uso é sob a forma de sal refinado, um produto que consiste
quase exclusivamente de NaCl ou cloreto de sódio. O sal refinado (o sal
que a vasta maioria das pessoas consome) consiste em 99.5% ou mais de
cloreto de sódio, com a adição de dextrose (um tipo de açúcar) e
produtos químicos para o estabilizarem; para além disso, o sal refinado
é geralmente aquecido a altas temperaturas, o que lhe pode alterar a
estrutura química.
É de longe preferível utilizar sal marinho integral, que tem mais 4%
de outros minerais e oligoelementos, muito importantes para um bom
funcionamento do organismo.
Curiosidade:
O sal tem desempenhado um aspecto tão crucial na história humana, que
a própria palavra salário, significa pagamento em sal, uma vez que os
soldados romanos eram pagos com este produto.
O sal foi um bem tão precioso que no séc. VI alguns mercadores do
deserto negociavam o sal ao mesmo preço que o ouro.

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