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EUGÉNIA E FRANCISCO - UMA OPÇÃO NATURALartigo publicado na revista Pais & Filhos - Dezembro 2003 |
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Eram muito novos a Eugénia o o Francisco, pouco mais de vinte anos, quando o primeiro filho se anunciou. Mas já eram macrobióticos por convicção e praticantes de um estilo de vida o mais saudável e natural que lhes era possível. Especialista em alimentação macrobiótica, o Francisco considerava que não fazia sentido nenhum ir para o hospital para ter um bebé. Já a Eugénia nunca tinha pensado muito nisso, mas ter o bebé em casa surgiu como a solução mais natural: «Foi uma opção muito fácil de tomar», lembra. Conheciam um casal que tinha tido o bebé em casa o foi assim que chegaram à parteira dona Glória. «Depois de conversar com ela, pensei: ?É isto mesmo que eu quero?. Fiz análises e fui acompanhada por ela até ao dia do parto». Quando esse dia chegou, o Francisco ficou muito nervoso, mas acha que se estivesse no hospital estaria, seguramente, ainda mais nervoso. O parto aconteceu, por questões práticas, em casa da dona Glória. Demorou oito horas e tudo correu bem. A segunda filha do Francisco e da Eugénia também nasceu em casa, com a ajuda da dona Glória e com muito menos nervosismo. O terceiro parto foi bastante mais stressante, não por razões ligadas ao próprio parto, mas porque o carro estava avariado, moravam em Sintra e tinham de vir para Lisboa. Ainda por cima não conseguiam localizar a dona Glória. A terceira filha acabou por nascer numa ambulância, entre o Príncipe Real e as Amoreiras. «Assim que me deitei na maca da ambulância, senti que ela ia nascer, foi incontrolável. Nasceu sem a ajuda de ninguém e estava óptima», recorda Eugénia. O quarto e último filho a nascer foi o único que nasceu verdadeiramente em sua casa. Mais uma vez, os pais contaram com a ajuda da dona Glória e tudo correu da melhor maneira. «Nunca fui cosida, nunca tive uma hemorragia, o pós-parto foi sempre muito fácil, não podia ter sido melhor», conta Eugénia. Francisco e Eugénia não consideram ter corrido mais riscos por tido os seus filhos em casa. «Nos hospitais também há riscos», alerta Francisco. «Nos EUA, as doenças relacionadas com o meio hospitalar representam a terceira causa de morte. Além disso, o parto é um acontecimento natural, não é uma doença. Nos hospitais é acelerado, provocado, fazem-se intervenções desnecessárias, demasiados medicamentos...». Tal como todas as pessoas que optam pelo parto em casa, também o
Francisco e a Eugénia consideram importante que as pessoas se
responsabilizem pela sua saúde e procurem estar mais informadas para
elas próprias poderem tomar decisões conscientes e poderem exigir
melhores serviços. |