COMUNICAÇÃO SOCIAL

Alguns artigos publicados em diversos órgãos de Comunicação Social escrita.


MICHIO KUSHI - Alcançar a paz com uma boa alimentação

artigo de entrevista publicado na edição de Janeiro/Fevereiro da revista BEIJAFLOR Natural (Texto de Carla Gonçalves de Almeida, fotos de Marco Brito).

 
Michio Kushi esteve em Lisboa no mês de Outubro para um ciclo de conferências. O líder da comunidade macrobiótica internacional falou à Beijaflor Natural das ameaças da vida moderna, e de como se pode alcançar a felicidade através deste regime alimentar. Aos 77 anos continua a viajar pelo mundo a convite de várias instituições para explicar como uma boa alimentação pode pacificar o mundo.

 

Como define a macrobiótica?

É um modo de vida de acordo com a natureza, em harmonia com o ambiente e em harmonia com a paz.
 

Quando é que se começou a interessar pela macrobiótica?

Quando me comecei a interessar pela paz no mundo, enquanto era estudante universitário. Fui-me tornando cada vez mais interessado para que a humanidade se tornasse mais pacífica, harmoniosa e espiritual e encontrei esta resposta através da alimentação macrobiótica. Considero que as pessoas modernas e civilizadas não sabem o que devem comer e isso leva à violência e ao aparecimento de novas doenças.


?Se os hábitos alimentares são contra a ordem natural, levarão à extinção humana.?

 

Considera que a macrobiótica está suficientemente divulgada a nível internacional?

Cada vez está mais, por exemplo nos Estados Unidos da América a macrobiótica tem sido muito procurada e no Japão também.

 

Quais são os maiores erros alimentares da nossa sociedade?

Os alimentos têm sido dados a conhecer por indústrias alimentares capitalistas que vão contra a ordem natural. Foi muito enfatizado o consumo de animais no século XX, que não acontecia no passado quando as pessoas comiam mais cereais e vegetais. Esta inversão da ordem natural tem feito com que se perca a qualidade da alimentação. Se os hábitos alimentares são contra a ordem natural, levarão à extinção humana.

 

Qual é a situação nos Estados Unidos da América?

O maior problema é a obesidade; em 2001 mais de metade dos estados da América do norte contavam com 20% de população obesa. Há muitos regimes alimentares recomendados para perder peso, mas que não se podem manter por muito tempo, o que faz da macrobiótica o melhor regime.

 

Nota alguma evolução nos hábitos alimentares desde o surgimento da macrobiótica?

Sim, a macrobiótica inova e promove o movimento natural da alimentação e com cada vez mais adeptos da macrobiótica o mundo vai mudar. As pessoas podem escolher a forma como comem, ao contrário do ar que recebem. A sociedade americana está a mudar com a macrobiótica.


?As pessoas podem escolher a forma como comem, ao contrário do ar que recebem.?

 

Como líder da comunidade macrobiótica internacional que argumentos utilizaria para convencer uma pessoa a aderir a este regime alimentar?

Em primeiro lugar pela sua saúde, em segundo lugar pela paz, em terceiro lugar para encontrar a paz espiritual da sociedade oriental.

 

A macrobiótica tem sido prejudicada pelos lobbies das indústrias alimentares?

Claro, muitas destas indústrias vão contra a ordem natural. Já é tarde, pois estas indústrias estão por todo o lado e a natureza não está preparada. Mas as pessoas estão sempre a mudar, e podem mudar para uma alimentação saudável.

 

A que se devem os problemas com a segurança alimentar, como as vacas loucas ou nitrofuranos, a que temos assistido na actualidade?

Quando o ser humano come espécies que também são espécies animais, fica doente e alterado na maneira como pensa. É mais saudável comer o que a terra nos dá, durante milhares de anos foi assim.


?A macrobiótica é provavelmente a dieta anti-cancro mais popular, quem provou este estudo foi a comissão norte americana de estudo do cancro."

 

Alguém que desde cedo inicie uma alimentação macrobiótica, é possível que nunca sofra de problemas cardiovasculares ou de cancro?

A ordem natural do ser humano devia ser como a das árvores que vão crescendo, tornando-se mais fortes e vivem por muitos anos. Muitas pessoas que têm este regime alimentar já têm muita idade e continuam activos. A macrobiótica é provavelmente a dieta anti-cancro mais popular, quem provou este estudo foi uma comissão norte americana de estudo do cancro.

 

Alguma vez recorreu a medicinas alternativas?

Não. As medicinas alternativas podem ser usadas como suplemento à medicina convencional. Mas o mais seguro é a alimentação macrobiótica, mas eu não considero a macrobiótica uma alternativa, pois ela é a ordem natural dos humanos. Se aderirmos à macrobiótica não necessitamos das alternativas, nem de mais nenhum suplemento.

 

Os efeitos da macrobiótica têm recebido reconhecimento por parte de algum organismo oficial?

A Organização das Nações Unidas tem ajudado a sociedade macrobiótica, inclusivamente já me ofereceu um prémio. O governo e o congresso dos Estados Unidos América têm admirado o meu trabalho e ajudado na minha causa, assim como o Museu Nacional da História Americana.

 

É importante a existência de conferências, como esta que acaba de dar em Portugal, para uma crescente divulgação da sua causa?

Ao longo dos anos tenho viajado por todo o mundo para proferir conferências e seminários sobre filosofia e desenvolvimento espiritual, saúde e alimentação natural com a intenção de fazer chegar a minha causa a famílias, médicos e governantes.

 

O que pensa do papel que o Instituto Macrobiótico de Portugal tem desempenhado?

Pelo que eu tenho observado é admirável.

 

É importante a existência de cursos superiores sobre macrobiótica?

Claro, é muito importante. Logo no jardim de infância devem ser ensinados os bons hábitos alimentares e a maneira de se relacionar e de ajudar as pessoas.

 

Até que ponto a macrobiótica pode tornar as pessoas mais felizes?

Os alimentos através das vibrações transforma-se em energia, que faz com que a mente e a qualidade do espírito melhore.

 

Que recomendações faz aos nossos leitores para uma melhor qualidade de vida?

Devem respeitar mais o meio ambiente, devem comer mais cereais integrais e vegetais, devem cuidar da sua saúde e deste modo podem prevenir doenças como o cancro. Façam paz no mundo.

 

Percurso:
Michio Kushi nasceu no Japão em 1926, estudou Relações internacionais na Universidade de Tóquio e doutorou-se em Direito Internacional( na Universidade de Columbia, nos E.U.A. Foi conselheiro alimentar durante a administração Clinton e actualmente dirige as Fundações East West, Kushi e One Peaceful World. Em 1949 mudou-se para OS E.U.A. e actualmente vive em Brooklin, Massachussets. Foi agraciado pela ONU e nomeado para o Prémio Nobel da Paz em 2002 e publicou mais de 40 livros.

 


INSTITUTO MACROBIÓTICO DE PORTUGAL
Rua Anchieta, 5 - 2º Esqº
1200-023 Lisboa
Tel.: 21 324 22 90
Fax: 21 324 22 91
E-mail: info@e-macrobiotica.com
www.e-macrobiotica.com
© Todos os direitos reservados.