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Emagrecer é relativamente fácil, mas no entanto
milhares de pessoas em Portugal gastam dezenas ou centenas de contos
todos os anos na tentativa de perder uns quilos extra, na maioria das
vezes sem grande sucesso. Ou quando o conseguem, os indesejados
quilogramas adicionais voltam a aparecer uns meses depois ou a pessoa
mantém-se magra à custa duma nutrição deficiente criando nalguns casos
um estado de subnutrição crítico.
Porque é que para algumas pessoas é tão difícil emagrecer e após o
conseguirem não conseguem manter o peso desejado? A resposta não é
simples uma vez que cada indivíduo tem características únicas e vive em
meios diferentes. Existem no entanto factores comuns a todas as pessoas
que vale a pena averiguar. Algumas das considerações que eu penso serem
particularmente importantes são:
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O tipo de alimentação e modo de vida durante os primeiros anos de
vida. Aquilo que comemos durante os primeiro anos de vida, criam
aquilo a que se pode chamar a nossa moldura básica. Crianças que
durante a infância são alimentadas com alimentos muito ricos e cujos
pais têm a ideia de que a gordura é sinónimo de saúde, desenvolvem
tendência para a obesidade, problema esse que se torna bastante
difícil, mas não impossível, de resolver, pois o indivíduo adquire
como que uma constituição básica com predisposição para a acumulação
de gordura.
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Um metabolismo mais rápido ou mais lento também influi bastante
na capacidade que cada um tem de metabolizar melhor ou pior os
alimentos. Esse metabolismo está intimamente ligado ás funções da
glândula tiróide, e daí o uso e abuso de medicamentos à base de
tiroxina como uma forma de perder peso. É necessário acrescentar que
esses medicamentos apesar de ajudarem a emagrecer criam efeitos
secundários relativamente graves e não devem, na minha opinião, ser
utilizados por aqueles que querem perder peso de uma forma natural.
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A alimentação diária é provavelmente o factor mais determinante
na obtenção de um corpo esbelto e funcional. Segundo a maioria dos
nutricionistas aumentamos ou diminuímos de peso de acordo com a
quantidade de calorias que ingerimos diariamente. Existem no entanto
pessoas que comem uma quantidade muito grande de calorias e que não
engordam e outras que comem muito poucas calorias e que engordam, ou
constróem tecido adiposo apenas em algumas áreas específicas do
corpo.
De acordo com os mais recentes estudos nutricionais, parece ser
mais importante o tipo de alimentos que ingerimos do que
propriamente a quantidade de calorias. No "China Study Project",
o maior estudo nutricional até hoje realizado, médicos
nutricionistas descobriram que a população chinesa come uma grande
quantidade de calorias (quantidade essas que segundo os padrões
vigentes tomaria obesas a maioria das pessoas) sem que haja um
grande número de pessoas gordas entre os chineses. Na realidade, o
contrário é verdade: a maioria dos chineses são magros.
O que parece ser mais importante é o tipo de alimentação que este
povo ingere. Um regime alimentar com um grande aporte calórico, mas
baseada em cereais, vegetais, frutos e poucos produtos animais ajuda
as pessoas a manterem-se bem alimentadas sem aumentarem de peso.
Se constatarmos a alimentação dos macrobióticos e vegetarianos
podemos também observar que estas pessoas comem grandes quantidades
de comida sem que no entanto se encontrem muitos gordos.
Um ponto importante mas geralmente descorado é a forma como os
diferentes alimentos produzem gordura em diferentes zonas do corpo:
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Se tem tendência a acumular gordura na zona das ancas, a área
do corpo onde é mais difícil emagrecer, então o problema
principal da sua alimentação é provavelmente o consumo excessivo
de queijo e ovos.
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Se nas nádegas, a causa principal é o consumo excessivo de
carne vermelha.
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Se na parte superior do corpo (zona do peito e nas senhoras
os seios), leite, iogurte, manteiga, óleos vegetais são factores
determinantes.
Assim, não só o número de calorias pode não ser o mais
importante, como o tipo de alimentos que ingerimos tem tendência a
criar gordura em determinadas áreas específicas.
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Uma má condição da pele também contribui para um aumento
excessivo de peso. Se a sua pele for demasiado seca ou oleosa, o
organismo perde a capacidade de eliminar excessos através deste
órgão excretório, o maior do corpo. Não só se toma fácil aumentar de
peso, como os órgãos internos ficam sobrecarregados com excesso de
produtos tóxicos para eliminar.
Claro, que o estado da pele depende também do tipo de alimentos
ingeridos assim como de factores ambientais.
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Vida sedentária, sem suficiente actividade física contribui
seriamente para o problema. Quantos de nós chegamos ao fim do dia
extenuados sem na realidade termos tido uma boa actividade física?
Usamos os transportes públicos ou o automóvel para às vezes
percorrermos distancias curtíssimas, elevadores em vez de escadas
para subir um piso e quando temos tempo para fazer a energia do
corpo circular refastelamo-nos no sofá a ver um vídeo.
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Outros factores como a exposição a situações de grande stress,
podem nalgumas pessoas criar a tendência para aumentar de peso ou,
ao contrário, emagrecer excessivamente.
Tendo em consideração todos estes factores, tente seguir as seguintes
sugestões se desejar perder algum peso. Considere também que o excesso
de peso tem efeitos nefastos nas doenças cardiovasculares, diabetes,
problemas de coluna e outros.
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Comece a incluir na sua alimentação algas marinhas (se já se está
a arrepiar com a ideia, não se assuste. As algas não são mais do que
vegetais do oceano. Comer algas é quase o mesmo que comer brócolos
que são cultivados no mar). As algas são excelentes para normalizar
as funções da tiróide e ajudam, se ingeridos em quantidade moderada,
quer a perder quer a aumentar de peso. Quando bem preparadas são
também deliciosas. Particularmente boa para perder peso é um tipo de
alga chamada Kombu, que pode encontrar à venda em casas de produtos
naturais.
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Comece a incluir na sua alimentação cereais integrais, vegetais,
leguminosas, frutos, sementes e peixe (muito mais saudável do que a
carne vermelha, não criando um traseiro excessivamente grande). Se o
local onde tem tendência a desenvolver tecido adiposo são as ancas,
então reduza o mais possível o consumo de queijo.
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Todos os dias esfregue todo o corpo com uma toalha quente e
húmida até este ficar rosado. Se tem um problema sério de excesso de
peso, então experimente esfregar o corpo com uma toalha embebida em
água quente com gengibre. Estas duas técnicas ajudam a limpar a pele
e ao mesmo tempo são excelentes para situações de stress.
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Exercite-se diariamente. Mesmo que não tenha tempo de praticar
desporto, pelo menos faça uma caminhada de meia hora todos os dias.
Isto não só o ajuda a regularizar o peso como o vai fazer ficar
muito mais bem disposto e energético.
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Alimentos como o nabo, o rabanete, o rábano, o cebolinho, a
cenoura têm a capacidade de desfazer depósitos de gordura no corpo.
Coma-os com frequência. Pode também beber o seguinte chá duas ou
três vezes por semana durante um mês:
Chá de cenoura com nabo
Rale 1/4 de chávena de cenoura.
Rale 1/4 de chávena de nabo.
Adicione 1 chávena de água e ferva em chama baixa durante 4 a 5
minutos. No final adicione umas gotas de molho de soja Shoyu ou
uma pitada de sal. Beba o líquido e coma os vegetais.
Se seguir todas estas sugestões é muito provável que comece a perder
peso. Mais do que isso, provavelmente vai-se sentir melhor do que nunca.
E na realidade, segundo os princípios da medicina oriental, esta é a
melhor altura do ano para perder peso; o ponto intermédio entre o
Solstício de Inverno e o equinócio da primavera é o período em que o
organismo regenera e limpa mais rapidamente.

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