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História da Macrobiótica |
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Neste artigo optei por fazer uma abordagem geral à saúde, na tentativa de criar uma reflexão e auto-avaliação sobre o que realmente significa sermos ou não saudáveis. Para a maioria das pessoas, técnicos de saúde incluídos, a Saúde é meramente uma ausência de sintomas físicos ou emocionais; se não tivermos um problema diagnosticado somos saudáveis mesmo que no dia a dia nos sintamos terrivelmente mal; é comum (demasiado comum, acrescentaria) nos dias de hoje termos pessoas que não se sentem de todo bem consigo mesmas e que após uma bateria de testes sanguíneos, raios X, ecografias, chegam à conclusão de que estão em perfeita forma e que não têm a mínima razão para se queixarem. Contudo, os sintomas de mal-estar persistem e a sensação de que não estando doente também não se está suficientemente bem, é real. Também, temos a ideia de que a saúde e a doença são estados absolutos - ou estamos (somos) saudáveis ou estamos (somos) doentes, não havendo estados intermédios, não existindo um determinado processo numa direcção ou outra. Para mim, saúde e doença não são de forma alguma estados absolutos, mas sim processos contínuos de transformação: nunca estamos absolutamente saudáveis nem absolutamente doentes e paradoxalmente adoecemos na tentativa de recuperarmos a saúde, ou seja, num todo o organismo tende sempre a criar harmonia e saúde relativas. Vejo a saúde e a doença como processos, como uma questão de orientação na vida: podemos estar num processo de saúde quando alinhamos as diferentes áreas da nossa vida (alimentação, exercício, atitude e outros) numa direcção produtiva para nós e para os outros ou num processo de doença quando os diferentes factores da nossa existência estão desalinhados entre si e não são coerentes ou consequentes. A saúde tem essencialmente a ver com a forma como nos adaptamos ao meio em que vivemos e somos tão saudáveis quanto a nossa adaptação a factores físicos, emocionais ou sociais se dá de uma forma fluida e graciosa, quando a totalidade do nosso organismo se adapta espontaneamente ao meio circundante com o mínimo de tensão (não sem tensão, mas com a tensão necessária para a actividade que estamos a realizar ou para a situação em que nos encontramos). Assim, citando William Tara autor do livro "Magical Mirror" , podemos dizer que "a saúde é uma interacção dinâmica entre o organismo individual e o ambiente em que vive, em que se produz o mínimo de stress, permitindo uma adaptação, movimento e desenvolvimento óptimos". Por outro lado, a doença será uma incapacidade crescente de interagir com o ambiente de uma forma produtiva para o desenvolvimento do nosso próprio potencial, conduzindo a um isolamento cada vez maior. Em 1997 li num livro escrito pelo filósofo George Ohsawa, um teste de saúde para avaliação regular que ainda hoje utilizo no dia a dia como uma forma de reflexão sobre a minha própria saúde; neste teste Ohsawa considera 7 áreas importantes de diagnóstico, e apesar de já ter bastantes anos considero este teste bastante actual e profundo. Neste ponto do artigo sugiro-lhe que avalie o seu estado geral tendo em consideração os seguintes aspectos:
Se os resultados do seu teste não são satisfatórios, é provável que
não se sinta na sua melhor forma, pelo que é importante fazer uma
reflexão sobre os seu estilo de vida e hábitos diários.
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