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LACTICÍNIOS – 2ª Parte |
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No último artigo sobre alimentação escrevi acerca dos lacticínios, e do seu efeito na prevenção da osteoporose. Apesar da controvérsia do tema, levantei as questões sobre se os produtos lácteos resolvem realmente a osteoporose e mencionei estudos que parecem não comprovar de todo essa relação. Mas, para além do tema da osteoporose, os lacticínios podem também não ser tão benéficos para a saúde como nos diz a publicidade, em especial quando consumidos em enormes quantidades como o faz a população moderna. Pessoalmente, acredito que existe uma certa ordem natural que devemos seguir e dentro dessa ordem não somos um ser com características para ingerir leite ou derivados: como mamífero que somos, a ordem natural (que se aplica a todos os mamíferos) é sermos amamentados com leite materno até cerca de um ano, para depois sermos desmamados e começarmos a comer alimentos sólidos. Na realidade, o ser humano é o único animal que após desmamado continua a ingerir leite e ainda por cima de uma outra espécie. Basicamente, o leite de vaca é um alimento ideal para nutrir um bezerro que aumenta nas primeiras semanas cerca de 37 quilos; um bebé humano, no mesmo espaço de tempo, aumenta apenas 1 a 2 quilos. Walter Willet, professor de nutrição na prestigiada Universidade de Harvard, mencionado por mim no último artigo, cita e corrobora com factos aquilo a que ele chama o "Lado Negro do Cálcio e dos Produtos Lácteos" . Para ele, as principais razões para evitar o consumo de leite e produtos lácteos são:
Dos pontos acima citados, gostaria de referir:
No meu caso pessoal deixei de consumir leite e produtos lácteos (um alimento que consumia em quantidades copiosas) há 24 anos e pouco tempo depois os sintomas de uma colite e de uma sinusite desapareceram completamente, até hoje. Na realidade, tenho testemunhado num número incontável de pessoas, melhoras extraordinárias em problemas como colite, sinusite, otite, asma e outros problemas respiratórios, alergias, quando deixam de consumir lacticínios e, em especial, quando deixam de comer lacticínios e açúcar. Tenho a noção de que os dados apresentados nestes dois artigos sobre o leite são perturbadores, em particular quando a maioria da informação veiculada pela publicidade e comunicação social nos diz que este é essencial. Deve no entanto considerar que a informação veiculada pela publicidade pode não ser consubstanciada por factos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a FDA (Food and Drug Administration) proibiu as empresas produtoras de lacticínios de colocarem nas embalagens qualquer publicidade referente às vantagens destes alimentos porque de acordo com as regras da FDA é obrigatório corroborar as frases publicitárias com factos concretos e estes nunca são apresentados. Não pretendo de todo com estes artigos semear o pânico ou ser o
arauto da desgraça. Penso no entanto que é meu dever alertar e mostrar o
outro lado da moeda, de forma a que se possa questionar o que às vezes
parece ser inquestionável, informar-se e assumir tomadas de decisão
conscientes sobre o estilo de vida e alimentação.
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