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O Amargo Doce Açucar |
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Sente-se cada vez mais esquecido, com dificuldade em concentrar-se, deprimido sem razão aparente? O seu corpo está a ficar flácido e sistema digestivo funciona mal? Tem dores de cabeças constantes? Se respondeu sim à maioria destas perguntas é bem possível que esteja viciado num alimento nalguns casos mais difícil de abdicar do que algumas drogas ou medicamentos. O açúcar branco, sacarose. É verdade, o açúcar é uma substância aditiva (palavra moderna que se traduz por viciante) e dos poucos alimentos que nutricionalmente é completamente vazio (tem calorias, mas nada nos traz em relação a substâncias proteicas, minerais ou vitaminas) apesar de a maioria das pessoas comer uma quantidade diária aceitável deste moderno produto: o consumo médio na Europa é de 45 a 50 kgs de açúcar por pessoa por ano e a produção mundial ultrapassa os 50 milhões de toneladas por ano. Antes da Revolução Francesa muito poucas pessoas consumiam açúcar (com excepção da classe rica, a única que na altura tinha cáries dentárias) e desde essa altura o consumo tem vindo a subir assustadoramente; actualmente podemos encontrar açúcar em produtos como o pão ou mesmo o sal, para além da enorme quantidade presente em chocolates, rebuçados, bolos de pastelaria, cereais de pequeno almoço, etc, etc.; na realidade a maioria de nós nem se dá conta do volume de açúcar consumido, uma vez que muitas vezes este está escondido nos mais diversos alimentos. O problema com tudo isto é que o açúcar, apesar de doce, tem resultados muito amargos na nossa saúde e afecta muito mais do que apenas os dentes. Se come açúcar uma vez por mês isso não lhe trará provavelmente grandes transtornos, mas se não pode passar um dia sem este alimento (não é na realidade um alimento), então é possível que mais tarde ou mais cedo desenvolva problemas mais ou menos sérios.
Para além de todas as razões enunciadas, que espero o façam pensar
duas vezes sempre que decida comer este alimento, o açúcar contribui
para a obesidade, trombose coronária e infecções primárias nos
intestinos. Sugiro-lhe a leitura do livro "Sugar Blues" escrito nos anos 70 por um jornalista americano casado com a falecida actriz Gloria Swanson, William Dufty. Neste livro, William Dufty relata com bastante humor e rigor científico a sua odisseia pessoal e a forma como a sua saúde física e emocional melhoraram quando começou a reduzir o consumo deste alimento. No que toca ao prazer, ao sabor doce, é possível obtermos o sabor doce através de alimentos muito mais saudáveis como o malte de cevada ou o malte de arroz, ou outros. Evite no entanto sucedâneos como o aspartame ou a sacarina, muito piores para a saúde do que o açúcar branco. Sobre estes alimentos escreverei no
próximo artigo.
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